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Saúde VACINA

Anvisa se reúne com representantes de estados para discutir importação da Sputnik V

O objetivo foi alinhar as expectativas e permitir a chegada dos primeiros lotes ao Brasil

09/06/2021 06h22
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Por: Wallyson Alves
Anvisa se reúne com representantes de estados para discutir importação da Sputnik V

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniu com os representantes dos estados autorizados a importarem a vacina Sputnik, para esclarecer e discutir os aspectos necessários para a importação e uso dos primeiros lotes do imunizante contra Covid-19. O objetivo foi alinhar as expectativas e permitir a chegada dos primeiros lotes ao Brasil.
 
A autorização de importação excepcional abrange apenas quantidades predeterminadas de cada imunizante. A Anvisa não autorizou o uso emergencial das vacinas, mas apenas a utilização de quantitativos específicos sob condições controladas. 
 

 
Segundo o diretor da Anvisa e relator da aprovação, Alex Machado Campos, diante do recrudescimento da pandemia com o surgimento de novas cepas, o papel da agência deve ser promover a proteção da saúde da população, mitigando os riscos de segurança, eficácia e qualidade dos imunizantes. 
 
“O contexto sanitário que nosso país atravessa nos põe diante da necessidade de viabilizar o maior número de vacinas e medicamentos. Todo esforço se volta ao propósito de amenizar o sofrimento da população, abrandar angústias dos gestores públicos e combater o esgotamento de nossos profissionais de saúde”, afirmou. 

Na última semana, a agência reguladora aprovou a importação das vacinas contra a Covid-19 Covaxin e Sputnik V, ainda que sob determinadas condições. O pedido de importação da Covaxin foi feito pelo Ministério da Saúde, que havia solicitado inicialmente autorização para trazer 20 milhões para o Brasil. A Anvisa já havia negado o pedido em votação anterior, mas reviu a posição após a fabricante indiana implementar adequações na linha de produção.
 
A vacina russa Sputnik V também teve pedido anterior de importação, feito por estados do Nordeste, negado pela Anvisa em abril. A agência decidiu agora emitir a autorização após ter feito novas inspeções em fábricas na Rússia e ter recebido novos documentos por parte dos estados requerentes.
 
Um dos requisitos é a assinatura do Termo de Compromisso, que trata das condições estabelecidas pela Agência para a importação e o uso da vacina. Uma das principais necessidades é o delineamento do estudo de efetividade e do monitoramento, que deve ser acordado entre a Anvisa e os governos estaduais.  
 
O secretário de Saúde da Bahia e membro dos Consórcios do Nordeste e da Amazônia Legal, Fábio Vilas-Boas, comemorou a liberação e explicou o plano de aplicação em seu estado. “Aqui na Bahia nós devemos aplicar 300 mil doses, sendo 150 mil pessoas com intervalo de 30 dias. Nós faremos isso em cidades de médio porte que estão por ser definidas em reunião com o governador, com base no cenário epidemiológico da taxa de contágio”, disse.
 
A Anvisa autorizou a importação por seis estados, no quantitativo equivalente a 1% da população de cada um. O estado da Bahia foi autorizado a importar 300 mil doses; o Maranhão, 141 mil doses; Sergipe, 46 mil doses; o Ceará, 183 mil doses; Pernambuco, 192 mil doses, e o Piauí, 66 mil doses. A agência informou que “vai analisar os dados de monitoramento do uso da vacina para poder avaliar os próximos quantitativos a serem importados”.


Fonte: Brasil 61

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